Fórum Permanente Famílias Atípicas discute atendimento em saúde para pessoas com TEA
Encontro debate fluxos de atendimento, implantação do Cas TEAcolhe e fortalecimento da rede de apoio às famílias atípicas
PUBLICADO EM 07/05/2026 - 10:20

O Fórum Permanente Famílias Atípicas, promovido pela presidente da Câmara Municipal de Viamão - CMV, Michele Galvão - PSDB, realizou na última quarta-feira (6) a terceira edição do encontro no plenário Plenário Tapir Rocha. A atividade reuniu famílias, profissionais da área da saúde e representantes do poder público para debater políticas públicas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista - TEA e suas famílias. O encontro teve como foco ampliar o diálogo com a comunidade, esclarecer fluxos de atendimento e discutir medidas para fortalecer a rede de suporte às famílias atípicas no município. Durante a reunião, o secretário municipal de Saúde, Felipe Veloso, apresentou informações sobre o funcionamento dos encaminhamentos na rede pública e explicou as responsabilidades do município dentro do sistema de saúde.

Segundo o secretário, Viamão possui gestão plena da atenção primária em saúde, sendo responsável pelos atendimentos realizados nas Unidades Básicas de Saúde - UBSs. “Temos a responsabilidade do atendimento dos pacientes que têm um grau de complexidade básico, portanto pelas Unidades Básicas de Saúde”, afirmou. Felipe explicou que, nos casos em que o paciente necessita de atendimento de média ou alta complexidade, o encaminhamento é feito por meio do Gercon, sistema estadual de regulação de consultas especializadas do SUS. “O médico avalia a necessidade do paciente e realiza o encaminhamento pelo sistema Gercon. Esse processo vai para uma central de regulação da Secretaria Estadual de Saúde, onde um médico regulador faz a análise e define o grau de prioridade”, detalhou.

Ainda conforme o secretário, após a regulação, o paciente aguarda o agendamento conforme a disponibilidade de atendimento e os protocolos estabelecidos pela rede estadual. “A demanda é enorme”, destacou. Ele também ressaltou que parte dos atendimentos ocorre por via judicial, o que exige uma nova avaliação médica para equilibrar os critérios de prioridade.

CAS TEACOLHE - Durante o encontro, Michele Galvão também solicitou esclarecimentos sobre a implantação do Cas TEAcolhe em Viamão. Conforme o secretário Felipe Veloso, o serviço integra uma política da Secretaria Estadual da Saúde voltada ao atendimento especializado de pessoas com TEA. No ano passado fizemos a adesão ao Cas TEAcolhe. Já temos um prédio alugado na Avenida Senador Salgado Filho e estamos realizando as adequações necessárias. A previsão é inaugurar o serviço em junho”, informou o secretário.

Ele destacou, ainda, que o espaço contará com equipe multidisciplinar formada por neurologista, psicólogo, nutricionista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta. “O Cas TEAcolhe vai atender todos os níveis de suporte”, afirmou. Além disso, a Secretaria de Saúde também projeta ampliar os atendimentos por meio da telemedicina e anunciou a futura inauguração de um novo Centro de Fisioterapia no município.

Outro tema debatido foi a presença de monitores nas escolas da rede municipal. Durante a atividade, foi informado que atualmente o município conta com 240 monitores e 100 estagiários atuando nas escolas. A previsão é que mais 100 monitores sejam contratados até o dia 20 de maio, permanecendo até o final do ano, com possibilidade de renovação dos contratos.

FÓRUM DO COMPEDE - Ao final do encontro, a presidente Michele Galvão anunciou que a próxima edição do Fórum Permanente Famílias Atípicas deverá ocorrer em conjunto com o Fórum do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Compede, marcado para o dia 26 de maio de 2026, das 8h30 às 12h, na Câmara Municipal de Viamão. O tema será “A implementação dos direitos da pessoa com deficiência: do papel à prática no município”.

A presidente também apresentou algumas propostas discutidas durante o encontro, entre elas a implantação de espaços sensoriais para regulação das crianças nas escolas e a formação de grupos de apoio para mães em Centros de Atenção Psicossocial - CAPS e Unidades Básicas de Saúde.