Vereador Alex Boscaini apresenta Moção de Apoio aos servidores da rede estadual de educação
Vereador Alex Boscaini apresenta Moção de Apoio aos servidores da rede estadual de educação
PUBLICADO EM 18/06/2021 - 17:16

Foi aprovado, na sessão plenária de ontem, quinta-feira (17), na Câmara Municipal de Viamão, o requerimento 73/2021, de autoria do vereador Alex Boscaini – PT, que solicita Moção de Apoio à reposição das perdas salariais dos trabalhadores e trabalhadoras da rede estadual de educação.

Os profissionais buscam reposição dos salários que não acontece desde 2014, segundo o conteúdo da proposição. O que se agravou pelas mudanças nos planos de carreira.

“Por mais de 60 meses, os profissionais da educação receberam salários atrasados e parcelados, desprovidos do direito de conhecer o dia do pagamento dos próprios salários”, salientou o vereador.

O parlamentar apresenta dados para embasar o teor da moção, que diz que segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, a inflação acumulada entre novembro de 2014 e março de 2021 chega a 44,18%, o que levou a perda de poder aquisitivo dos professores e funcionários, comenta vereador Alex.

Outra reivindicação dos trabalhadores é que com a aprovação de Reformar Previdenciárias no país e no estado, os aposentados que possuem os menores salários da folha de servidores passaram a pagar altas contribuições. O auxílio-refeição também é outro ponto exposto, que segundo o documento expõe que se encontra defasado, no valor de R$ 10,11.

Alex Boscaini aponta que mesmo com defasagem nos benefícios, os professores honraram as horas-aula perdidas pela greve.

“Mesmo após travar uma dura greve para defender seus direitos e carreiras, os educadores gaúchos cumpriram seus compromissos com os mais de 800 mil alunos que dependem da escola pública estadual, recuperando as aulas devidas e concluindo o ano letivo” diz o vereador.

Boscaini aponta que a área da educação, bem como os professores e professoras, precisam receber o apoio do Estado.

“A categoria está trabalhando desde o início da pandemia, tanto nas aulas presenciais e, quando no ensino remoto, utilizando equipamentos pessoais e pagando internet e luz com os próprios recursos para não deixar os estudantes desassistidos. E para finalizar, saliento que a educação não pode ser considerada essencial apenas para forçar a abertura de escolas em meio a mais grave pandemia em mais de 100 anos”, concluiu.